"Fora da Caridade não há Salvação"

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tratamento Espiritual

O que é?

Na nossa casa, cito o ABRIGO ESPÍRITA BATISTA DE CARVALHO, é desenvolvido da seguinte forma:

Ao fazer a consulta / atendimento fraterno, e, detectada a necessidade, o paciente imediatamente é indicado ao tratamento espiritual. Que consiste em:

Palestras (reuniões doutrinárias).................2 vezes por semana; 
Passes de cabine...................................2 vezes por semana; 
Água fluidificada...................................3 vezes ao dia (acompanhada de uma prece);
Desobsessão........................................1 vez por semana;
Vigilância de pensamento e oração (ou seja, orar e vigiar).

Todo o tratamento espiritual terá duração de 3 semanas.


O QUE É O TRATAMENTO ESPIRITUAL

O médico trata primeiro a dor insuportável, conforta, socorre e, depois, com mais calma, explica tecnicamente o que há com o paciente, que não é obrigado a entender os pormenores da medicina, mas tem que entender os pormenores do que lhe aflige para contribuir o máximo que  puder para melhorar!

A mesma coisa ocorre com o tratamento espiritual. Ele é o socorro! As dores de variadas origens que sempre tem por base:

MORAL – ódio, rancor, medo, desestimulo, orgulho. etc.

FÍSICO - doenças físicas.

ESPIRITUAL – influência de espíritos.

Onde todos se relacionam formando um determinado “problema”!

Problemas do tipo: sentimental, relacionamento ou financeiro, que geralmente são variantes e consequência dos citados acima.

Ao chegar no centro espírita, o paciente se encontra fragilizado pela sua problemática, e após detectado o problema, imediatamente começa-se o processo de ajuda.

O paciente está em desarmonia pela tensão da angústia por solução, bem como pelo próprio problema em si, que poderá ser físico ou moral/psicológico, ou de ambos, posto que o psicológico  reflete no corpo, bem como o físico fragiliza o psicológico/moral, dependendo do estágio. Enredado pela dor ou incômodo, primeiro urge o alivio, o conforto, que será assegurado posteriormente por sua dedicação total ao que for recomendado! (dizemos dedicação total, porque se a vontade de melhorar não partir de dentro de nós mesmos; se não começarmos a fazer nossa reforma íntima, o tratamento não será “realizado por completo”.) 


EM QUE O PLANO ESPIRITUAL INFLUENCIA?

É claro que nas circunstâncias descritas acima, quando fragilizados física e moralmente, energias desagradáveis (espíritos necessitados) que se identificam com as nossas, aproximam-se de nós por afinidades (não necessariamente por nos querer mal). Essas energias, justamente atraídas por nosso comportamento, pode agravar a enfermidade; porém, a culpa nunca é totalmente delas.

Embora, também, haja casos de assédios dolorosos de inimigos do passado (desafetos de outras viagens terrenas) que sejam o motivo do problema atual, da dor destrutiva agora, é ai, que precisamos ainda mais de verificação, cautela, amor e paciência para entendermos e solucionarmos o problema com calma. Sendo assim, a ajuda nós já vamos ter!

Assim, conclui-se que, quando o problema tem origem predominante no:

Físico - fragiliza-se o moral e o espiritual;
Moral - fragiliza-se o físico e o espiritual;
Espiritual - fragiliza-se o moral e o físico.

Ou tudo junto!! Na mesma proporção.


NO PROBLEMA:

É como se nosso corpo fosse para um lado  e nosso espírito para outro, repercutindo no emocional, desequilibrando-o,  descondensando, refletindo-se em comportamentos dos tipos: dolorosos, irritados, impacientes, agressivos, falta de vontade, isolamento, depressão, ideias: negativas, fixas, suicidas e/ou vulgares, etc.


O PASSE E A ÁGUA FlUIDIFICADA:

Na desarmonia, o passe age de fora pra dentro adicionando fluidos pra compensar onde está descompensado; a água fluidificada  age de dentro para fora, complementando e reforçando esses mesmos fluidos, serenando o sistema nervoso com as energias  doadas por amigos espirituais e os passistas. Com esses fluidos O MORAL melhora! Ficamos mais fortes para pensarmos, e nós mesmos resolvermos o problema, seja ele físico, psicológico ou espiritual. As influências espirituais, caso haja, também fragilizam-se sem a liberdade de ação sobre sistema nervoso e emocional, e vão desligando-se, mas não afastam-se de todo.


Ai vem a DESOBSESSÃO:

Sustentado, pelos passes, água fluidificada, oração, e atitudes  refletidas, serenas, o paciente é desligado aos   poucos das tomadas da influência, caso haja, ligadas literalmente aos fios do seu sistema nervoso, e  que perdendo o domínio da situação, fica acessível a uma conversa com um  doutrinador através de um médium. E será conquistado com respeito para que abandone a perseguição. Tudo regido pela  espiritualidade. Médium e doutrinador são só humildes enfermeiros que jamais deverão ter acesso a  nomes ou particularidades identificáveis do drama. Isso ainda não garante o sucesso do trabalho!


PALESTRAS:

Enquanto os passes estão nos segurando, e a influência sendo trabalhada para o desligamento, precisamos refletir nosso comportamento e sentimentos para formarmos um campo-escudo ao nosso redor, mais seguro e continuado, prosseguindo  com as orações e vigilância das atitudes; vamos agora estar mais calmos e refletir as palestras com seus conteúdos esclarecedores, colocando outros valores ou reavaliando ainda outros despercebidos, que são significantes pra nosso  bem estar e para os que nos cercam, formando uma nova personalidade mais equilibrada, numa construção de paz íntima e de consciência tranqüila dentro das nossas  possibilidades reais, sem sermos santos, mas sem nos acomodarmos, ao contrário,  com esforço.  SENDO ASSIM ESTÁ GARANTIDO O SUCESSO DO TRATAMENTO!


A FÉ:

Ao chegarmos no hospital com fortes dores, o enfermeiro primeiramente conversa, alivia, aplica um analgésico, para posterior averiguação e exame. Concluído o diagnóstico, indica o tratamento mais adequado: remédio, regime ou cirurgia. Dor não é doença , é um sintoma, que indica uma doença, infecção etc.. Quando nos submetemos ao  tratamento médico, temos que cumprir as orientações passadas, bem como administração de dosagens de medicamentos prescritos pelo especialista, para garantirmos o sucesso do mesmo, ou seja, cumprimos religiosamente acreditando na eficácia.  O tratamento espiritual opera-se da mesma forma, tem que ter a participação ativa do paciente, sem a Ideia de que o médico e o remédio levarão à cura; ora, uma gastrite é conseqüência de uma alimentação inadequada, uma fragilidade estomacal que por mais que seja eficiente o tratamento, chegando a curar, o mesmo comportamento inadequado e indisciplinado com a alimentação,  fará voltar a enfermidade.

No caso do tratamento espiritual muitas vezes temos a ideia de que uma força miraculosa, sobre-humana irá fazer tudo sozinha e tirar simplesmente num passe de mágica o que nos aflige, sem nossa participação ativa no melhoramento; que vamos sair bons e voltarmos a fazer o que nos der na telha. E ficamos bom mesmo! A espiritualidade não deixa de fazer seu papel! Mas, daqui a pouco os problemas voltam, e tudo se repete. Ajuda-te e o céu te ajudará, disse o Cristo! Dores físicas morais não são simples castigos divinos, ou resgates, ou dívidas, muito menos incômodos caprichosos da natureza sobre nós; são sinais inequívocos de que precisamos refletir sobre nossa participação no que faz bem ou mal em nós e nos outros. E isso é aprendizado, isso significa mudança de posturas e de atitudes! O desafio da responsabilidade sobre nós mesmos!  E essa reflexão com humildade e com esforço é o mais importante de tudo! A cura na verdade, será uma construção mais profunda! O analgésico alivia, tirando o desespero da dor para pensarmos com razão e atacarmos com moral tranqüila o problema, utilizando medicamento continuadamente não acaba a infecção, ao contrário, mascara-a num falso alívio, que se bom agora, poderá trazer conseqüências mais dolorosas no futuro.

Viver é uma viagem, cada vida é um  barquinho individual com imensa bagagem. Navegamos, vivemos no mar das exigências comuns do dia a dia, escolhas, posicionamentos, decisões, iniciativas ou não, interação com o próximo, familiares, amigos, colegas de trabalho, etc. responsabilidades!  Além do conquistado ou perdido aqui nesse mar, nas relações materiais ou afetivas, trazemos na bagagem, de outras viagens,  fardos ou merecimentos que nos escapam ao entendimento por não termos ainda a visão da realidade espiritual como um todo, mas,  pelo sofrimento e dor que ainda  predomina, doenças, guerras, etc,  no nosso orbe, concluímos que, de um modo geral, há mais demérito do que mérito no contingente de barquinhos que navegam a vida no nosso globo. Embora haja casos confortáveis, e de aparentes felicidades indicando merecimento! Deus não erra! Há de se ter muito cuidado com  a inveja, pois o  orgulho, a vaidade, a tentação de pisar ao invés de usar o talento e a chance pelo próximo, fará a roda da nossa vida girar num novo ciclo de dor e dívidas que serão cobradas, quando não nessa vida,  inexoravelmente em uma outra viagem. Não nos enganemos, então, com essa margem de desvantagens terrenas e aparentes vantagens comprometidíssimas com a responsabilidade pelo próximo,  foi que o mestre nos disse: eu não vim para os sãos, mas para os doentes! Necessitados! Mesmo disfarçada em aparentes confortos, seria essa a realidade predominante encontrada, e objetivada por seu amor.


 Vinde a mim vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei...

Por Ricardo Souto
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